segunda-feira, 8 de março de 2021

Atividades não essenciais voltam a fechar na Capital

Atividades não essenciais voltam a fechar na Capital

Depois de poderem voltar a funcionar de portas abertas por pouco mais de um mês, comércio de rua, shoppings, bares, restaurantes, salões de beleza, academias e outros segmentos considerados não essenciais de Belo Horizonte estão com atividades físicas suspensas novamente.

Esta é a quinta vez, desde a chegada da pandemia de Covid-19 ao Brasil, em março do ano passado, que apenas atividades essenciais estarão liberadas na capital mineira.

Assim, somente farmácias, supermercados, padarias, sacolões, açougues, postos de combustíveis, óticas, lojas de material de construção, agências bancárias, oficinas mecânicas, entre outros poucos estabelecimentos poderão funcionar com as portas abertas. A medida começa a valer às 14 horas de hoje (6).

“Temos números absolutamente assustadores e não vemos outro caminho, por isso, retomamos à estaca zero. Preciso da colaboração das cidades do entorno de Belo Horizonte, peço aos prefeitos: precisamos tomar atitudes. Peço desculpas ao comércio, ao povo e ao trabalhador”, anunciou o prefeito Alexandre Kalil (PSD).

A decisão pelo retorno à fase 0 de controle da pandemia ocorreu após reunião do líder do Executivo da Capital com os membros do Comitê de Enfrentamento à doença da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) na última sexta-feira (5) e levou em conta as taxas de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) específicos para Covid-19, que saltaram sete pontos percentuais de um dia para outro.

Conforme o boletim epidemiológico, a taxa saiu de 74% para 81% de quinta-feira (4) para sexta-feira e a ocupação em leitos de enfermaria para coronavírus chegou a 61,9% – antes era 60,8%. Já o número médio de transmissão por infectado (RT) caiu de 1,18 para 1,16 – ainda em estado de alerta.

O prefeito, que admitiu que foi “tomado por um otimismo enganoso e perigoso” com os números que havia recebido no meio da semana, disse que novamente os números é que vão ditar por quanto tempo a cidade ficará fechada.

Quanto à adesão ao programa Minas Consciente, do governo estadual, que nesta semana criou a onda roxa, impositiva aos municípios situados em regiões com situação crítica na rede hospitalar, Kalil argumentou que Belo Horizonte seguirá com a metodologia própria.

“Temos nossa metodologia, estamos seguindo nosso próprio rumo e por uma questão de responsabilidade vamos continuar com ela. Estamos reeditando o decreto de março do ano passado, fechando tudo, inclusive parques e clubes. Não vamos esperar perder o controle da situação na cidade para tomar uma atitude”, justificou.

Comércio

Por meio de nota, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) disse que compreende a decisão da Prefeitura de Belo Horizonte de mais uma vez fechar o comércio da cidade, uma vez que o País vive o maior pico da pandemia. “Temos que reunir todos os esforços para que possamos salvar vidas”, disse, lamentando o anúncio ter sido feito a menos de 24 horas do fechamento.

Mas a entidade também fez cinco reivindicações para a Prefeitura: que tenha o máximo de empenho na abertura de novos leitos; melhore a fiscalização; estabeleça o diálogo com as entidades que estão dispostas a cooperar; lidere uma ação sintonizada com os municípios da região metropolitana; e busque um diálogo com o governo do Estado.

“É inadmissível uma tragédia dessas como a que estamos vivendo e a Prefeitura não ter o mínimo de diálogo com o governo do Estado para enfrentar o problema de forma conjunta”, diz a nota assinada pelo presidente Marcelo de Souza e Silva.


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